Presidente do Sintasa cobra correções no PCCV e ampliação de direitos para servidores da saúde

Janderson Alves afirma que alterações recentes representam avanço, mas ainda não corrigem prejuízos sofridos pelos trabalhadores

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa), Janderson Alves, cobrou do Governo do Estado novas medidas para valorizar os servidores da saúde, entre elas a correção de perdas no Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV), a mudança de nomenclatura de cargos e a extensão dos benefícios do Acordo Coletivo de Trabalho aos servidores estatutários cedidos à Fundação Hospitalar de Saúde (FHS).

As reivindicações foram apresentadas nesta sexta-feira, 10, durante entrevista ao programa Jornal da Rio na Madrugada, conduzido pelo radialista Márcio Prata. Segundo Janderson, a recente alteração realizada pelo Governo de Sergipe no PCCV foi importante e atendeu a uma orientação da Justiça, mas não reparou os prejuízos provocados por uma mudança anterior.

De acordo com o presidente do Sintasa, uma alteração feita no plano em 2025 suprimiu as quatro primeiras letras da carreira, impedindo que parte dos servidores avançasse funcionalmente. Embora reconheça que o novo projeto trouxe melhorias, ele defende que o Estado garanta a progressão dos trabalhadores que ficaram estagnados.

“Foi um passo importante, conforme a orientação da Justiça, mas o governo não valorizou os servidores que sofreram no ano passado. Esses trabalhadores não avançaram as quatro letras e, agora, foi feita uma nova alteração sem que esse prejuízo fosse corrigido”, declarou Janderson Alves.

O sindicalista direcionou o pedido ao governador Fábio Mitidieri e ao secretário de Estado da Administração, Jardel Melo. Janderson destacou que o Sintasa tem sido recebido pela atual gestão da secretaria e que algumas demandas pontuais foram destravadas, mas avaliou que as principais reivindicações dependem de autorização do governador e da área financeira do Estado.

Entre os pontos considerados prioritários está a mudança da nomenclatura do cargo de auxiliar para técnico de enfermagem. Conforme Janderson, a medida não provocaria aumento de despesas para o Governo do Estado.

“É uma mudança de impacto financeiro zero. Trata-se de uma reivindicação simples, que reconhece a atividade efetivamente desempenhada por esses profissionais”, afirmou.

Outro ponto abordado foi a situação dos servidores estatutários do Quadro Permanente, cedidos à Fundação Hospitalar de Saúde. Segundo o presidente do Sintasa, os benefícios previstos no Acordo Coletivo de Trabalho são concedidos aos empregados celetistas concursados e também foram estendidos aos ocupantes de cargos comissionados e de livre provimento da fundação. Os estatutários cedidos, entretanto, continuam sem acesso às mesmas vantagens.

Janderson ressaltou que o sindicato não se opõe à concessão dos benefícios aos trabalhadores comissionados, mas defende tratamento igualitário para todos os profissionais que atuam na rede estadual de saúde.

“Todos os trabalhadores devem ter os mesmos benefícios. O que não pode acontecer é o servidor estatutário cedido à Fundação Hospitalar de Saúde exercer suas atividades e ficar de fora dos direitos concedidos aos demais”, explicou.

O presidente do Sintasa também pediu que o Governo do Estado apresente um compromisso formal para solucionar as pendências, ainda que a implementação de alguma medida precise ocorrer após as restrições do calendário eleitoral. Para ele, é fundamental que os servidores recebam uma resposta concreta e saibam quando as reivindicações serão atendidas.

Janderson lembrou que está há pouco mais de dois anos à frente da entidade e que as três demandas — avanço das quatro letras no PCCV, mudança da nomenclatura e extensão dos benefícios aos estatutários cedidos — são apresentadas desde o início de sua gestão.

“Essas reivindicações sempre foram prioridade para o Sintasa. Elas são conhecidas pelo Governo do Estado e já foram discutidas com diferentes secretários. Tivemos avanços pontuais e fomos recebidos diversas vezes pelo secretário Jardel, mas, nesses três pontos específicos, o servidor ainda não foi valorizado”, concluiu.

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