Trabalhadores da saúde de Itabaiana aprovam paralisação para 3 de setembro caso descontos não sejam devolvidos

Categoria decidiu aguardar o pagamento de agosto ou uma garantia formal de restituição na folha de setembro; Sintasa questiona cortes feitos após movimento paredista

Trabalhadores da saúde de Itabaiana aprovaram, nesta terça-feira, 18, a realização de uma nova paralisação no dia 3 de setembro, a partir das 7h, em frente à Secretaria Municipal da Saúde, caso não sejam devolvidos os valores descontados dos salários de profissionais que participaram do último movimento paredista da categoria. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral Extraordinária convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa), que também cobra esclarecimentos sobre possíveis perseguições aos servidores envolvidos na mobilização.

A categoria decidiu aguardar o pagamento referente ao mês de agosto para verificar se haverá a restituição dos valores. Caso a folha já tenha sido fechada, os trabalhadores esperam que a gestão municipal formalize o compromisso de efetuar a devolução na folha de setembro.

Segundo o presidente do Sintasa, Janderson Alves, alguns trabalhadores que participaram da paralisação anterior tiveram cortes registrados no contracheque do mês passado. Diante da situação, o sindicato encaminhou uma solicitação formal à gestão municipal pedindo esclarecimentos sobre os critérios adotados para os descontos e cobrando a devolução do dinheiro.

O Sintasa recebeu posteriormente um e-mail informando que a situação estava sendo tratada internamente com os gestores e que uma posição seria apresentada à entidade. Até esta terça-feira, entretanto, segundo o sindicato, nenhuma resposta concreta havia sido encaminhada.

“A categoria deliberou aguardar a folha de agosto para verificar se os valores serão restituídos. Como pode ser que, pela data, a folha já esteja fechada, esperamos pelo menos uma formalização garantindo que a devolução aconteça na folha de setembro”, afirmou Janderson.

Sintasa questiona descontos

De acordo com o presidente do sindicato, os trabalhadores cumpriram as determinações relacionadas ao movimento paredista, inclusive a orientação judicial para retorno às atividades. Por isso, o Sintasa entende que os descontos precisam ser devidamente justificados e vê com preocupação qualquer tratamento diferenciado direcionado aos profissionais que participaram da mobilização.

“Não houve descumprimento da determinação judicial. O retorno aos trabalhos ocorreu conforme estabelecido. Por isso, não vamos aceitar qualquer conduta que possa representar perseguição aos trabalhadores que participaram legitimamente do movimento”, declarou.

Para o Sintasa, além da questão financeira, o episódio envolve o direito dos trabalhadores de participar de movimentos coletivos de reivindicação sem sofrer retaliações posteriores.

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