Mobilização apresentou reivindicações ao Governo do Estado; sem resposta concreta, sindicato prevê novo ato nos próximos 15 dias
O Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa) realizou, na manhã desta terça-feira, 25, mais um ato em defesa da valorização dos profissionais da saúde vinculados ao Governo do Estado. A mobilização ocorreu em frente à Secretaria de Estado da Saúde (SES) e reuniu trabalhadores de diferentes categorias representadas pela entidade.
Durante o ato, o Sintasa cobrou do governador Fábio Mitidieri medidas concretas para corrigir desigualdades, reconhecer as atividades desempenhadas pelos profissionais e assegurar melhores condições de trabalho. Entre as principais reivindicações estão a mudança da nomenclatura de auxiliar para técnico de enfermagem, a extensão de benefícios aos servidores estatutários, o avanço na carreira e a redução da jornada dos empregados administrativos.
Uma das pautas defendidas pelo sindicato é a mudança da nomenclatura do cargo de auxiliar para técnico de enfermagem. Segundo o presidente do Sintasa, Janderson Alves, a alteração reconheceria as funções efetivamente exercidas pelos trabalhadores e não provocaria impacto financeiro adicional para o Estado, uma vez que a complementação do piso nacional da enfermagem é repassada pela União.

“Esses trabalhadores desempenham atividades de técnicos de enfermagem e precisam ter esse reconhecimento. É uma medida de valorização profissional e de correção de uma injustiça que se prolonga há anos”, afirmou Janderson.
A entidade também reivindicou a extensão aos servidores estatutários do Quadro Permanente Especial (QPE) dos benefícios previstos no Acordo Coletivo de Trabalho da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS). De acordo com o sindicato, esses direitos já são concedidos a outros grupos de trabalhadores vinculados à Fundação.
“O Sintasa não é contra que esses profissionais recebam os benefícios. O que defendemos é a isonomia, para que os trabalhadores estatutários do QPE também tenham acesso aos mesmos direitos”, explicou o presidente.
Outra cobrança apresentada foi o avanço das quatro primeiras letras da tabela do plano de carreira, suprimidas após uma alteração promovida pelo Governo do Estado em 2025. Para o Sintasa, a medida prejudicou a progressão funcional e a valorização salarial dos trabalhadores.
O ato também defendeu a redução da jornada dos empregados da área administrativa da FHS para 36 horas semanais, sem diminuição dos vencimentos. O sindicato argumenta que esses profissionais cumprem a mesma carga horária desde a criação da Fundação e precisam receber tratamento equivalente ao concedido a outros trabalhadores da saúde.

Reunião durante o ato
Durante a mobilização, representantes do Sintasa foram recebidos pela diretoria da FHS e por técnicos da Fundação e da SES. Na reunião, o sindicato apresentou e reafirmou todos os pontos da pauta de reivindicações.
Segundo Janderson Alves, os representantes da gestão informaram que as demandas serão levadas ao secretário de Estado da Saúde e submetidas à discussão no Conselho Curador da FHS. Também foi assumido o compromisso de apresentar um retorno ao sindicato nos próximos dias.
Apesar da abertura para o diálogo, o Sintasa avaliou que a reunião ainda não resultou em uma resposta concreta para os trabalhadores. Por esse motivo, a entidade anunciou que deverá convocar um novo ato pela valorização profissional dentro dos próximos 15 dias.
“Agradecemos à diretoria e aos técnicos por terem recebido o Sintasa durante o ato. O diálogo é importante, mas a resposta apresentada permaneceu em aberto e ainda não trouxe medidas concretas de valorização. Por isso, continuaremos cobrando dos gestores e mobilizando os trabalhadores”, destacou Janderson.
O presidente reforçou que o sindicato acompanhará os encaminhamentos anunciados pela gestão e manterá a categoria informada sobre qualquer avanço nas negociações.
“Estamos cobrando respeito, reconhecimento e igualdade de direitos. São profissionais que mantêm diariamente os serviços de saúde em funcionamento e merecem respostas efetivas do Governo do Estado”, concluiu.




