Sintasa repudia demissões e acusa governo de perseguir profissionais da saúde que reivindicam cumprimento de acordo judicial

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa), Janderson Alves, denunciou o Governo do Estado pelas demissões e perseguições a profissionais da saúde que participaram de mobilizações exigindo o cumprimento de um acordo judicial firmado no ano passado.

Segundo o dirigente, os trabalhadores atingidos fazem parte de Processos Seletivos Simplificados (PSS) realizados entre 2009 e 2014 e tinham a garantia, por meio de acordo assinado na Justiça Federal, de que seriam substituídos apenas por servidores concursados — e não por novos contratados temporários.

“Infelizmente, o que estamos vendo é uma postura truculenta do governador Fábio Mitidieri. Em vez do diálogo, ele opta pela retaliação. Quem ousa se manifestar nas redes sociais ou participar de mobilizações está sendo demitido”, afirmou Janderson Alves.

De acordo com o Sintasa, alguns profissionais com contratos ainda vigentes estão sendo desligados de forma arbitrária, sem direito à defesa ou justificativas claras — muitos deles com anos de dedicação ao serviço público.

O sindicato classificou a conduta do governo como “ditatorial” e reafirmou o compromisso de continuar lutando pela reintegração dos demitidos, pelo fim das perseguições e pelo cumprimento integral do acordo judicial. “São pais e mães de família penalizados por defenderem seus direitos. O Sintasa não se calará diante dessa injustiça. Nenhum trabalhador será deixado para trás”, reforçou o presidente.

A entidade informou ainda que novas ações e mobilizações estão sendo organizadas para pressionar o governo a rever sua postura e honrar os compromissos assumidos com a categoria e com a Justiça.

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