O Sindicato dos Trabalhadores da Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa), juntamente com outras entidades sindicais, participou na manhã desta sexta-feira (4) de um ato público durante o evento “Sergipe é Aqui”, promovido pelo Governo do Estado, realizado no Conjunto João Alves, em N. Sra. do Socorro. A mobilização teve como objetivo cobrar o reajuste salarial dos servidores públicos estaduais e reajuste no Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV).
Segundo o presidente do Sintasa, Janderson Alves, a reivindicação é clara: a concessão de um reajuste salarial que contemple todos os servidores, estatutários e celetistas, incluindo os trabalhadores das fundações: Fundação Estadual da Saúde (FUNESA), Fundação Parreiras Horta e Fundação Hospitalar de Saúde (FHS). “As negociações do acordo coletivo estão travadas por orientação do próprio governo. O que queremos é uma resposta concreta: quando será concedido o reajuste e qual será o percentual, pois a data-base já venceu desde maio”, destacou.
Durante a manifestação, os sindicatos também entregaram um manifesto denunciando as perdas salariais acumuladas pelos servidores estaduais nas últimas duas décadas. De acordo com o documento, a categoria enfrentou dez anos sem qualquer reajuste e, nos demais, as correções salariais ficaram abaixo da inflação, resultando em uma significativa perda do poder de compra.
O manifesto ainda questiona os argumentos recorrentes dos governos estaduais, que alegam falta de recursos e limitações impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “Essas justificativas já eram frágeis antes, agora são inaceitáveis. A receita do estado cresceu 15,5% neste ano e o comprometimento com pessoal caiu para 39,84%, o menor dos últimos 20 anos”, aponta o texto.
Os servidores também criticam a quebra da paridade entre ativos e inativos, afirmando que, enquanto os trabalhadores da ativa acumulam perdas salariais, os aposentados e pensionistas sofrem impactos ainda maiores. O documento cita ainda que outras esferas do poder público, como o Judiciário e a Prefeitura de Aracaju, já promoveram revisões salariais este ano, ressaltando que a revisão geral anual é um direito previsto na Constituição Federal.
Após o ato, as entidades sindicais anunciaram que irão se reunir para definir os próximos passos da mobilização, mas esperam uma resposta efetiva do governador Fábio Mitidieri. “O que queremos é que o governo finalmente atenda essa demanda histórica e constitucional dos servidores”, concluiu Janderson Alves.




