Sintasa alerta para redução de funcionários na gestão do Hospital da Criança por OS

O Sindicato dos Trabalhadores da Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa) alerta sobre as consequências da nova gestão do Hospital da Criança, assumida há pouco mais de 30 dias pela Organização Social (OS) Irmandade Boituva. A principal preocupação recai sobre a redução drástica do número de profissionais e os impactos diretos no atendimento à população, além da frustração de candidatos aprovados em concurso público estadual.

De acordo com denúncias de trabalhadores da unidade, desde a mudança na administração, o número de funcionários foi reduzido “quase pela metade”. Segundo relatos, a OS teria realizado um processo seletivo interno, contemplando apenas parte dos profissionais de processos anteriores, o que provocou uma significativa diminuição da força de trabalho.

“O impacto dessa redução está sendo sentido diretamente na qualidade do atendimento. Não se trata apenas de uma questão trabalhista, mas de um problema que afeta toda a população sergipana”, destaca o presidente do Sintasa, Janderson Alves.

Outro ponto crítico levantado pelo sindicato é o desalinhamento entre o concurso público realizado pela Secretaria de Estado da Saúde, que previa a convocação de 887 profissionais em setembro, e a atual contratação via OS. O Hospital da Criança, inclusive, constava no edital como uma das unidades que receberiam esses concursados.

“A situação causa frustração entre os profissionais que estudaram, prestaram concurso e aguardavam a convocação. Agora, com a terceirização, estão sendo preteridos por contratações feitas sem o mesmo critério de transparência e mérito”, afirma Alves.

O Sintasa também denuncia a possibilidade de realocação compulsória de servidores concursados para outras unidades sem consentimento prévio, o que representa, segundo o sindicato, um desrespeito à trajetória dos trabalhadores. “Imagine o servidor que entrou pela porta da frente, concursado para sua regional de origem, sendo jogado em qualquer outro lugar”, reforça o presidente do Sintasa.

O sindicato já protocolou ofícios ao Governo do Estado, através da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) e à Secretaria de Estado da Saúde solicitando reuniões para discutir a situação e buscar um acordo, mas até o momento não obteve retorno. Para o Sintasa, a ausência de diálogo aprofunda o clima de insegurança entre os trabalhadores e evidencia uma falha grave na condução da política de saúde pública em Sergipe.

“O Sintasa é contra a gestão das OSs, especialmente nos hospitais e UPAs que já contam com servidores concursados. Continuaremos mobilizados em defesa dos direitos dos trabalhadores e da qualidade do serviço prestado à população”, finaliza Janderson Alves.

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