Sintasa cobra da Secretaria de Saúde garantias contra transferências de servidores com OSS

Sindicato alerta para risco de transferência em massa de trabalhadores e exige que concursados permaneçam em seus locais de origem

O Sindicato dos Trabalhadores da Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa) realizou, nesta quarta–feira,6, uma reunião com representantes da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) para tratar de uma pauta urgente: a preocupação com os impactos da implementação das Organizações Sociais de Saúde (OSS) na rotina e na estabilidade dos servidores públicos da área da saúde.

Durante o encontro, estiveram presentes o secretário executivo da SES, George Trindade, a procuradora da FHS e a diretora-presidente da Fundação, Adna Santana. Segundo o presidente do Sintasa, Janderson Alves, o principal ponto debatido foi a possibilidade de mudanças no local de trabalho dos servidores efetivos, especialmente daqueles que prestaram concurso público para unidades específicas de saúde no estado.

“O que nos preocupa é que, com esse modelo de OSS, muitos servidores estão sendo ameaçados com a transferência para outras unidades, mesmo tendo feito concurso para atuar em uma região determinada. Isso causa insegurança e desestrutura o serviço de saúde”, destacou Janderson.

Diante do cenário, o Sintasa oficializou sua posição à SES e à FHS, cobrando garantias de que os servidores concursados permaneçam nos seus postos originais. “Muitos desses profissionais atuam há mais de 15 anos na mesma unidade. São trabalhadores com vínculos profundos com a comunidade e com conhecimento técnico acumulado no local onde exercem suas funções”, reforçou o presidente do sindicato.

Apesar da gravidade da situação, Janderson reconheceu a abertura da gestão para o diálogo. “Agradecemos à SES e à FHS pela receptividade e por ouvirem nossas demandas. Eles se comprometeram em apresentar, em breve, uma resposta oficial sobre todas as indagações que levantamos”, afirmou.

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