O Sindicato dos Trabalhadores da Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa) participou neste domingo, 7, do 31º Grito dos Excluídos e Excluídas, realizado em Aracaju. O ato, que reuniu entidades sindicais, movimentos sociais e religiosos, teve concentração na Praça da Catedral Metropolitana, seguida de caminhada pela Avenida Barão de Maruim após um ato inter-religioso.
Durante a mobilização, os participantes defenderam pautas históricas da classe trabalhadora, como a redução da jornada de trabalho da enfermagem para 30 horas semanais, o fim da escala 6×1, a luta contra a criminalização do movimento sindical e a ampliação de políticas públicas para pessoas em situação de rua, além da cobrança por moradia digna e pela reforma agrária. Também houve manifestações contra o Arcabouço Fiscal, a Reforma Administrativa e a favor da revogação das Reformas Trabalhista e da Previdência.
Segundo o presidente do Sintasa, Janderson Alves, a presença do sindicato reforça o compromisso com a defesa dos direitos sociais e trabalhistas. “O Grito dos Excluídos é um espaço de voz para quem é invisibilizado no dia a dia. Para nós, trabalhadores da saúde, é uma oportunidade de mostrar que cuidar das pessoas não pode ser dissociado da luta por democracia, justiça social e dignidade. É hora de dizer que não aceitaremos retrocessos nem ataques aos nossos direitos”, afirmou.
O mote do evento deste ano — “Cuidar da casa comum e da democracia é luta de todo dia” — pautou as falas e cartazes que marcaram a mobilização, em um momento de reafirmação do papel dos sindicatos na defesa da democracia e da cidadania.

