O Sindicato dos Trabalhadores da Área da Saúde de Sergipe (Sintasa) realizou, na manhã desta quarta-feira (10), uma Assembleia Geral Extraordinária com agentes comunitários de saúde e de endemias do município de São Cristóvão. Na pauta, os trabalhadores aprovaram uma lista de reivindicações e deram prazo de cinco dias úteis para que a gestão municipal apresente respostas. Caso não haja avanços, uma nova assembleia marcada para o próximo dia 19 poderá deliberar por movimento paredista em forma de repúdio.
Entre as principais demandas estão a inclusão do benefício de titulação no plano de carreira — já que atualmente os servidores não têm progressão por formação —, o pagamento da parcela do incentivo financeiro, conhecido como “décimo quarto salário”, além da retomada oficial dos auxílios de protetor solar e fardamento.
De acordo com o presidente do Sintasa, Janderson Alves, os trabalhadores também cobram esclarecimentos sobre a atualização recente da tabela de progressão horizontal do plano de carreira. Segundo ele, algumas letras foram suprimidas, limitando os avanços até a letra “J”. A categoria pede, ainda, a criação de uma tabela vertical, inexistente até o momento.
O sindicato destaca que muitas dessas reivindicações já haviam sido apresentadas em abril, sem retorno efetivo da prefeitura. “Já se passaram cinco meses sem nenhuma devolutiva concreta, mesmo após compromissos assumidos em mesa de negociação”, afirmou Janderson.
O documento com todas as propostas será protocolado até sexta-feira (12) junto à gestão municipal. A assembleia do dia 19, na Praça do Paço, em frente à sede da prefeitura, servirá para avaliar a resposta do executivo. Caso não haja acordo, os trabalhadores podem aprovar paralisação como forma de protesto.




