SINTASA cobra cumprimento de reajuste salarial de 5% e convoca Assembleia Geral Extraordinária para o dia 2 de dezembro

O Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde de Sergipe (SINTASA) notificou oficialmente, nesta quinta-feira (27), a Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) sobre o não cumprimento do reajuste salarial de 5% pactuado em Mesa de Negociação.

Segundo a entidade, o índice — que deveria ter sido aplicado na folha de pagamento de outubro e posteriormente garantido na folha de novembro, com retroativos — não foi implementado, gerando insatisfação e insegurança entre os trabalhadores.

A FHS havia garantido que os retroativos de outubro seriam pagos juntamente com o salário de novembro, enquanto o passivo referente a setembro seria quitado na folha de janeiro de 2026. No entanto, após a divulgação dos contracheques de novembro, o sindicato afirma que não houve qualquer atualização salarial ou pagamento dos valores atrasados.

A entidade também destaca que não recebeu, até o momento, nenhuma justificativa formal da Fundação para explicar o descumprimento do acordo. O sindicato chama atenção ainda para o fato de que o Governo do Estado aprovou lei concedendo reajuste de 10% aos servidores regidos por PCCVs estaduais — percentual superior ao acordado com os trabalhadores da FHS, cujo índice de 5% já estava abaixo da inflação.

Diante do cenário de descompromisso e falta de informações oficiais, o SINTASA convocou uma Assembleia Geral Extraordinária para a próxima terça-feira, 2 de dezembro de 2025, quando a categoria irá deliberar sobre possíveis mobilizações e até paralisação das atividades. Entre os pontos de pauta estão o não pagamento do reajuste acordado e os encaminhamentos para ações coletivas.

No ofício enviado à diretora-presidente da FHS, Adna de Santana Barbosa, o sindicato solicita a regularização imediata da situação, preferencialmente mediante folha suplementar, ou a apresentação de esclarecimentos formais com um cronograma definitivo de pagamento antes da assembleia.

O presidente do SINTASA, Janderson Alves dos Santos, afirma que a ausência de resposta poderá resultar na aprovação de medidas mais duras por parte da categoria.

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