O Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa) encaminhou, nesta quarta-feira, 4, um ofício à diretoria da Fundação Hospitalar da Saúde (FHS), solicitando a análise e a adoção de providências quanto ao pagamento do adicional de insalubridade, ao menos em grau mínimo (10%), para trabalhadores administrativos que atuam nas unidades hospitalares geridas pela instituição.
Assinado pelo presidente do sindicato, Janderson Alves, o documento é direcionado à diretora-presidente da FHS, Adna de Santana Barbosa, e destaca que, embora vinculados a funções administrativas, esses profissionais exercem suas atividades diariamente em ambientes hospitalares, estando expostos a riscos inerentes ao local de trabalho.
De acordo com o ofício, trabalhadores de setores como Recursos Humanos, administrativo, faturamento, recepção, almoxarifado, regulação e protocolo circulam rotineiramente por áreas comuns, corredores assistenciais e demais espaços com fluxo constante de pacientes, acompanhantes e profissionais da saúde, o que caracteriza exposição habitual a agentes biológicos.
O Sintasa ressalta ainda que a caracterização da insalubridade não se limita exclusivamente às atividades assistenciais, mas considera o ambiente laboral e a exposição contínua aos agentes nocivos, conforme previsto na legislação trabalhista e nas Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego.
Diante desse contexto, o sindicato requer a concessão imediata do adicional de insalubridade em grau mínimo (10%) aos trabalhadores administrativos. Caso o pleito não seja atendido de forma imediata, a entidade solicita que a FHS providencie, com a maior brevidade possível, a realização de perícia técnica nos locais de trabalho, a fim de avaliar formalmente as condições ambientais às quais esses profissionais estão expostos.
Para o presidente do Sintasa, Janderson Alves, a medida representa um passo importante na valorização e na proteção dos trabalhadores da saúde. “Estamos tratando de profissionais que, mesmo não atuando diretamente na assistência, compartilham do mesmo ambiente hospitalar e dos riscos que ele impõe. É uma questão de justiça e de respeito aos direitos trabalhistas”, destacou.
O sindicato aguarda manifestação da FHS e reforça que permanece à disposição para prestar esclarecimentos adicionais sobre o pleito apresentado.

