O Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa) voltou a cobrar do Governo do Estado a valorização dos profissionais da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS). A entidade destaca duas pautas consideradas prioritárias: a mudança de nomenclatura dos auxiliares de enfermagem para técnicos de enfermagem e a garantia de benefícios aos servidores estatutários do QPE cedidos à FHS.
A primeira reivindicação trata da alteração da nomenclatura dos auxiliares de enfermagem da FHS. Segundo o Sintasa, atualmente são 779 trabalhadores nessa condição, e a mudança não geraria impacto financeiro para o Estado, uma vez que o complemento referente ao pagamento do piso nacional da enfermagem é repassado pelo Governo Federal.
Para o presidente do Sintasa, Janderson Alves, a medida depende apenas de vontade política. A entidade cita como exemplo diversas prefeituras que já realizaram a alteração, incluindo Aracaju, que aprovou recentemente a mudança por meio da Câmara de Vereadores. “Entendemos que o Governo do Estado não valoriza esses trabalhadores. É uma reivindicação antiga e que não representa impacto financeiro, mas representa reconhecimento profissional para a categoria”, afirmou o presidente do Sintasa.
A segunda pauta está relacionada aos benefícios previstos no Acordo Coletivo de Trabalho da FHS. De acordo com o Sintasa, os servidores estatutários do QPE, cedidos à Fundação Hospitalar de Saúde, não recebem os mesmos benefícios assegurados aos trabalhadores celetistas, apesar de atuarem nos mesmos locais, setores e unidades.
O sindicato ressalta que muitos desses profissionais são servidores públicos há mais de 30 anos e estão cedidos à FHS há mais de uma década. Para a entidade, não é justo que trabalhadores que exercem suas funções nas mesmas condições não tenham acesso aos mesmos direitos.
Diante da falta de avanços, o Sintasa informou que divulgará, nos próximos dias, um calendário de atividades e mobilizações. A proposta é reunir filiados, auxiliares de enfermagem e servidores estatutários cedidos à FHS para chamar a atenção do Governo do Estado.
“O Sintasa não concorda com a forma como esses profissionais vêm sendo tratados. Vamos organizar mobilizações para demonstrar nosso repúdio e cobrar que o governador, a Secretaria de Estado da Saúde e a FHS repensem essa situação. Esses trabalhadores merecem valorização”, destacou Janderson Alves.
