O Sindicato dos Trabalhadores da Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa) realizou na tarde desta quarta-feira (17) uma assembleia com os Auxiliares de Saúde Bucal (ASBs) do município de Nossa Senhora do Socorro. O encontro teve como principal pauta a insatisfação da categoria com a falta de diálogo por parte da gestão municipal, que não avançou nas negociações salariais e nas reivindicações trabalhistas.
De acordo com o presidente do Sintasa, Janderson Alves, os trabalhadores, em conjunto com outros sindicatos, haviam proposto um reajuste de 32%, mas a administração municipal ofereceu apenas 4,2%. Após a rejeição da proposta pela categoria, a gestão recuou, apresentando uma contraproposta de zero por cento de aumento.
“Essa falta de negociação é uma demonstração clara de desrespeito com os trabalhadores. A assembleia deliberou por oficializar novamente o município, cobrando ao menos a recomposição salarial prevista em lei”, afirmou Janderson.
Outro ponto criticado pelos trabalhadores foi o não pagamento do incentivo financeiro dos profissionais, apesar de o município já ter recebido os recursos da União desde janeiro. “Há mais de 30 dias tivemos uma informação informal de que o projeto de lei estaria na Câmara, mas até agora nada foi concretizado”, completou.
Além disso, o sindicato repudiou a forma como a gestão municipal está implementando a extensão do horário de funcionamento das unidades básicas de saúde. Segundo os trabalhadores, não há segurança adequada para quem permanece nas unidades até às 19h ou mais, o que coloca a integridade física dos profissionais em risco.
“É inadmissível manter os trabalhadores até esse horário, muitas vezes sozinhos ou em locais sem vigilância, sem qualquer estrutura de segurança. Estamos exigindo do prefeito Samuel Carvalho providências imediatas”, enfatizou o presidente do Sintasa.
Durante a assembleia, também foi deliberado que o sindicato irá cobrar do gestor municipal o cumprimento do piso nacional dos ASBs, conforme projeto em trâmite no Senado Federal, e foi definida uma nova assembleia para o dia 30 de setembro, às 13h, na sede do Sintasa. Caso não haja retorno por parte da gestão até essa data, a categoria poderá deliberar pela paralisação das atividades no município.
“Demos cinco dias úteis para a gestão se posicionar. Se até lá não houver resposta, os trabalhadores poderão parar”, concluiu Janderson Alves.

