Os servidores da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), representados pelo Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa) e pelo Sindicato dos Cirurgiões-Dentistas de Sergipe (Sinodonto), decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir da quinta-feira, 16, diante da falta de avanços nas negociações com a direção da fundação.
A decisão foi aprovada em assembleia realizada nesta quinta-feira (9), na sede do Sintasa, após sucessivas tentativas frustradas de diálogo com a gestão. Mesmo após a paralisação de 24 horas realizada em 1º de outubro, no prédio da Funesa, as categorias afirmam que a gestão continua sem apresentar uma proposta justa que atenda às demandas dos trabalhadores.
Entre as reivindicações estão o reajuste salarial de 10%, em isonomia com os servidores estatutários — já contemplados desde agosto por projeto de lei do Governo do Estado —, o auxílio-alimentação no valor de R$ 1.000.
O início da greve será marcado por uma concentração em frente à sede da Funesa, às 7h do dia 16, com possibilidade de caminhada até a Secretaria de Estado da Saúde, na Avenida Augusto Franco. No local, será realizada uma assembleia extraordinária para definir os próximos passos do movimento. O Sintasa também irá protocolar oficialmente a deliberação da categoria junto à Funesa.
O presidente do Sintasa, Janderson Alves, destacou que a decisão pela greve é resultado do esgotamento do diálogo com o governo. “Tentamos todos os caminhos do diálogo, mas chegamos ao limite. O que os trabalhadores da Funesa pedem é justiça e respeito — nada além do que já foi garantido a outras categorias. A paralisação é uma resposta à indiferença da gestão diante das nossas pautas”, afirmou Janderson.





