SINTASA solicita reunião com Prefeitura de Carmópolis para discutir reivindicações dos trabalhadores da saúde

O Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (SINTASA) encaminhou, nesta terça-feira (16), um ofício à Prefeitura Municipal de Carmópolis solicitando a realização de uma reunião para tratar de reivindicações dos profissionais da saúde do município. O documento foi direcionado ao prefeito Welber Andrade Leite e é assinado pelo presidente do sindicato, Janderson Alves dos Santos.

Entre os principais pontos apresentados pelo SINTASA está a situação da escala de trabalho dos profissionais de enfermagem do Hospital Municipal Nossa Senhora de Fátima. De acordo com o sindicato, a escala que vinha sendo praticada há mais de 12 anos foi alterada pela atual gestão há cerca de 60 dias, provocando impactos negativos na vida funcional e pessoal dos servidores. Segundo o ofício, a mudança tem levado profissionais a ultrapassarem a carga horária semanal prevista em edital do concurso público.

Como alternativa, caso não seja possível o retorno imediato à escala anterior, o sindicato solicita que seja adotada como referência a escala do mês de dezembro, garantindo ao menos uma folga mensal aos trabalhadores. O SINTASA destaca que, da forma como a escala vem sendo elaborada nas últimas semanas, há prejuízos diretos à saúde e ao descanso dos profissionais.

Outro ponto considerado prioritário pela entidade é a revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), classificado como defasado. O sindicato aponta que existem servidores com salário base inferior ao salário mínimo vigente, o que fere a legislação. No caso específico da enfermagem, além da revisão dos avanços nas letras, o SINTASA reivindica a atualização dos valores correspondentes, que estariam abaixo dos praticados no mercado, bem como a regulamentação da carga horária da categoria.

O ofício também aborda o Piso Nacional da Enfermagem, que, segundo o sindicato, vem sendo pago pelo município por meio de abono, sem data fixa para o crédito. Diante disso, a entidade defende a alteração da legislação municipal para que o valor seja incorporado ao salário base dos profissionais. Além disso, o SINTASA ressalta que, em 2025, os trabalhadores não tiveram recomposição salarial, o que intensifica as perdas inflacionárias acumuladas.

Para o presidente do SINTASA, Janderson Alves, o diálogo com a gestão é fundamental. “Nosso objetivo é construir soluções que garantam dignidade, valorização profissional e o respeito aos direitos dos trabalhadores da saúde. A reunião é um passo importante para que essas demandas sejam discutidas com responsabilidade e transparência”, afirmou.

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