Sintasa aciona Ministério Público do Trabalho por atraso salarial e falta de escalas no Hospital São José

O Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (SINTASA) encaminhou, nesta terça-feira, 27, ofício ao Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE) denunciando atraso no pagamento de salários e a ausência de divulgação das escalas de trabalho dos profissionais do Hospital São José, em Aracaju.

O documento foi endereçado ao procurador-chefe do MPT-SE, Márcio Amazonas Cabral de Andrade, e assinado pelo presidente do sindicato, Janderson Alves dos Santos. No ofício, o Sintasa relata que os salários referentes ao mês de dezembro ainda não foram creditados aos trabalhadores, sem qualquer informação oficial sobre previsão de pagamento.

Segundo o sindicato, a situação é considerada “extremamente degradante e desrespeitosa”, uma vez que os profissionais continuam exercendo suas funções normalmente, mesmo diante da insegurança financeira. “Trata-se de trabalhadores da saúde que seguem garantindo o atendimento à população, apesar da instabilidade provocada pela falta de remuneração”, destaca a entidade.

Além do atraso salarial, o Sintasa também denuncia a ausência de divulgação das escalas de trabalho para o mês de fevereiro. Conforme o histórico da unidade, as escalas costumam ser publicadas entre os dias 15 e 20 do mês anterior, o que não ocorreu até o momento. A falta de informação, segundo o sindicato, tem causado transtornos à organização da vida pessoal e familiar dos trabalhadores, além de insegurança no ambiente de trabalho.

Diante da gravidade dos fatos, o sindicato solicitou ao Ministério Público do Trabalho a adoção de providências urgentes e, se possível, a convocação de uma reunião mediada pelo órgão, com a participação do Sintasa, da gestão do Hospital São José, da Secretaria de Estado da Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju e do próprio MPT.

O objetivo da reunião, de acordo com o ofício, é buscar uma solução institucional e imediata para os problemas apresentados, evitando o agravamento do conflito trabalhista e prejuízos ainda maiores tanto para os profissionais quanto para o serviço prestado à população.

O Sintasa informou ainda que permanece à disposição do Ministério Público do Trabalho para prestar esclarecimentos adicionais e reforçou que continuará acompanhando o caso até que os direitos dos trabalhadores sejam devidamente garantidos.

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