O Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa) encaminhou, nesta sexta-feira, 27, três ofícios às direções da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e Fundação Parreiras Horta, solicitando a abertura imediata de diálogo institucional para tratar da valorização e do reajuste salarial dos trabalhadores dessas entidades, que ficaram de fora do projeto de lei apresentado pelo Governo do Estado.
A iniciativa do sindicato surge diante da preocupação com a exclusão de profissionais que atuam diretamente na rede pública de saúde e que desempenham funções essenciais para o funcionamento dos serviços. Para o Sintasa, embora o projeto represente um avanço ao contemplar parte dos servidores, a ausência das fundações públicas evidencia a necessidade de maior equidade nas políticas de valorização.
De acordo com o presidente do Sintasa, Janderson Alves, é fundamental que o Estado adote uma visão mais abrangente. “Estamos tratando de trabalhadores que sustentam, diariamente, a rede de saúde. Não é razoável que fiquem à margem de um processo de reajuste que deveria alcançar todos que contribuem para o sistema”, destacou.
Nos documentos encaminhados, o sindicato reforça que os conselhos e direções das fundações possuem papel estratégico na construção de alternativas que viabilizem o reconhecimento profissional, respeitando as diretrizes legais e administrativas vigentes. O Sintasa também se coloca à disposição para contribuir com soluções que sejam responsáveis, sustentáveis e capazes de garantir justiça aos trabalhadores.
Além disso, a entidade solicitou, em caráter de urgência, a realização de reuniões com as três fundações, com o objetivo de discutir especificamente a pauta de reajuste salarial e construir encaminhamentos concretos.
Ainda segundo Janderson Alves, o momento exige diálogo e sensibilidade. “Nosso compromisso é com a valorização dos profissionais e com o fortalecimento da saúde pública. Acreditamos que, por meio do diálogo, é possível encontrar caminhos que assegurem reconhecimento e equidade para todos”, afirmou.
O Sintasa reafirma que seguirá acompanhando o tema e mobilizando a categoria para garantir que os trabalhadores das fundações também sejam contemplados nas políticas de valorização do Estado.

