Reenquadramento salarial é aprovado e marca avanço histórico para auxiliares de saúde bucal em Aracaju

Os auxiliares de saúde bucal de Aracaju aprovaram, nesta quarta-feira, 1º, a proposta da Prefeitura de Aracaju referente ao novo enquadramento das letras de progressão salarial da categoria. A decisão foi tomada durante assembleia realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa), no auditório da entidade, e representa um avanço significativo na valorização profissional, com impacto superior a 50% sobre os salários atuais.

A medida, segundo o sindicato, não se trata de um reajuste linear, mas de uma reestruturação das progressões salariais, que estavam estagnadas há anos.

O presidente do Sintasa, Janderson Alves, destacou a importância do momento e o reconhecimento do esforço coletivo. Segundo ele, o reenquadramento corrige distorções históricas e representa um avanço concreto na valorização dos auxiliares de saúde bucal.

“Este é um momento muito importante para o município de Aracaju, especialmente no que diz respeito à valorização dessa categoria. Não foi um reajuste, mas um reenquadramento nas letras que estavam paralisadas há muito tempo. Houve um avanço significativo.

Precisamos reconhecer o empenho da categoria, que confiou na entidade, além da mediação do vereador Isac Silveira, o apoio dos parlamentares, da secretária de Saúde, Dra. Débora, do assessor jurídico Dr. Edson e da prefeita. Essa conquista é resultado de um esforço coletivo”, afirmou.

Janderson também relembrou o início da atual gestão sindical e a construção de credibilidade junto à categoria. “Logo no primeiro dia após assumir, conversei com uma auxiliar que hoje é diretora do sindicato, Sandra Susy, que inicialmente buscava se desfiliar. Ali reafirmei o compromisso da entidade com os auxiliares de saúde bucal. Em menos de dois anos, conseguimos avançar em Aracaju e também em outros municípios”, completou.

A Secretaria Municipal da Saúde, Débora Leite, também celebrou o avanço, ressaltando que a medida integra uma estratégia mais ampla de recomposição da rede de saúde bucal. De acordo com a gestão, apenas 37% da rede contava com cobertura adequada anteriormente, evidenciando a necessidade de investimentos tanto em estrutura quanto na valorização dos profissionais.

“É uma gestão que tem um olhar direcionado para a saúde bucal, especialmente diante do cenário de precarização que encontramos. Hoje é um dia histórico para todos nós. Vamos sorrir mais”, destacou a representante da pasta.

O vereador Isac Silveira também enfatizou o papel do diálogo institucional na construção do acordo. Para ele, a conquista representa uma etapa importante, embora novas pautas ainda devam ser enfrentadas.

“Havia uma situação muito delicada, com salários defasados e falta de reconhecimento. A chegada da atual direção do sindicato trouxe credibilidade, e isso foi essencial para abrir um novo momento de diálogo. Ainda não conquistamos tudo o que é justo, mas avançamos. O próximo passo é estruturar a carreira de forma mais equilibrada, garantindo que os auxiliares tenham evolução salarial compatível com os demais profissionais da equipe de saúde”, afirmou, que depois foi homenageado pelo Sintasa com uma placa.

A diretora do Sintasa, Sandra Susy, relembrou a trajetória de luta da categoria, iniciada ainda nos primeiros concursos públicos da área. Segundo ela, o reconhecimento atual é fruto de um trabalho contínuo e persistente.

“Começamos essa luta lá atrás, por volta de 2004 e 2005, quando muitos ainda nem sabiam o que era a função do auxiliar de saúde bucal. Foi um trabalho de formiguinha, buscando visibilidade e valorização. Hoje, conseguimos alcançar um sonho antigo da categoria, com o apoio da atual gestão e do sindicato”, destacou.

Com 18 anos de atuação, a auxiliar de saúde bucal Gilvani da Hora descreveu a conquista como um divisor de águas. Para ela, o avanço traz não apenas impacto financeiro, mas também reconhecimento profissional.

“Recebemos essa notícia com imensa felicidade. Foram anos de luta, de expectativa e de dificuldades. Esse momento representa um divisor de águas. Ainda precisamos concretizar tudo, mas já conseguimos respirar melhor, ter mais qualidade de vida e nos sentir mais valorizados. Isso também legitima a nossa profissão”, afirmou.

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