O Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa) protocolou, nesta sexta-feira, 24, um novo ofício junto à Prefeitura de Maruim solicitando resposta urgente ao Ofício nº 20/2026, encaminhado anteriormente ao município no dia 14 de janeiro deste ano. No documento, a entidade cobra posicionamento formal da gestão municipal sobre uma pauta de reivindicações aprovada em assembleia pelos trabalhadores da saúde representados pelo sindicato.
O ofício direcionado ao prefeito Gilberto Maynard estabelece prazo máximo de cinco dias úteis para que a Prefeitura apresente uma resposta oficial às demandas da categoria. Além disso, o Sintasa solicita a realização de uma reunião com a maior brevidade possível para discutir os pontos apresentados e buscar encaminhamentos concretos.
Entre as reivindicações estão recomposição salarial, reajuste do auxílio-alimentação, implantação do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV), aplicação do piso nacional da enfermagem no vencimento básico, mudança de nomenclatura de cargos, nova perícia técnica de insalubridade, concessão de folgas alusivas às datas comemorativas das categorias, além da definição de calendários para férias e licença-prêmio.
De acordo com o presidente do Sintasa, Janderson Alves, a cobrança ocorre diante da ausência de manifestação oficial da gestão municipal desde o protocolo do primeiro ofício. Para ele, as pautas apresentadas representam direitos essenciais e medidas necessárias para garantir valorização, transparência e melhores condições de trabalho aos servidores da saúde de Maruim.
“Estamos reiterando uma pauta que foi construída e aprovada pelos trabalhadores em assembleia. São reivindicações legítimas, que tratam de valorização salarial, carreira, condições de trabalho e direitos que precisam ser respeitados. O Sintasa espera que a gestão municipal abra o diálogo e apresente respostas concretas à categoria”, destacou Janderson Alves.
O sindicato também reforça a necessidade de revisão das condições de insalubridade no Hospital Boa Hora e em todas as Unidades Básicas de Saúde do município, considerando a exposição dos trabalhadores a ambientes que exigem avaliação técnica atualizada. Outro ponto considerado prioritário é a implantação do PCCV, com participação do Sintasa e da categoria no processo de construção.
No documento, o Sintasa informa ainda que a ausência de resposta dentro do prazo estabelecido, bem como a não realização de reunião, poderá levar à convocação de uma assembleia com os trabalhadores para deliberação de medidas cabíveis, incluindo a possibilidade de deflagração de movimento paredista, conforme prevê a legislação vigente.
Para a entidade, o objetivo principal é garantir a abertura de uma mesa de negociação com a Prefeitura de Maruim, a fim de evitar o agravamento do impasse e assegurar avanços concretos para os profissionais da saúde do município.
