SINTASA denuncia abandono de pautas trabalhistas em Glória e Itabaiana e reforça repúdio à implantação das OSS

Dando continuidade à agenda de visitas às unidades de saúde do interior do estado, a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da Área da Saúde do Estado de Sergipe (SINTASA) esteve, nesta terça-feira (22), nos hospitais regionais de Glória e de Itabaiana. Em ambas as unidades, o sindicato colheu denúncias de descaso com as demandas dos profissionais e reiterou sua posição contrária à implantação das Organizações Sociais de Saúde (OSS).

Em Nossa Senhora da Glória, a principal preocupação dos trabalhadores é a possível adoção do modelo de OSS para gestão da unidade. O presidente do SINTASA, Janderson Alves, alertou que a medida é vista com preocupação por parte da categoria, sobretudo quanto ao futuro dos servidores concursados. “Mais uma vez, deixamos claro nosso repúdio a esse tipo de terceirização. Caso o governo avance com esse projeto, que pelo menos assegure os direitos e a estabilidade dos profissionais que prestaram concurso público por região”, afirmou.

Já no Hospital Regional de Itabaiana, o sindicato reforçou uma demanda antiga que permanece sem solução: a falta de espaço adequado para o descanso dos profissionais do setor de Centro de Material e Esterilização (CME). De acordo com Janderson, o problema é recorrente e já foi objeto de diversas reclamações formais por parte do SINTASA. “Mais uma vez, cobramos do secretário de Saúde, Cláudio Mitidieri, e do governador do Estado uma resolução imediata. Essa reivindicação é antiga, justa e urgente”, destacou.

Caso o impasse em Itabaiana persista nos próximos dias, o sindicato adiantou que convocará uma reunião específica com os trabalhadores do setor e poderá organizar uma mobilização maior para pressionar os gestores a tomarem providências. “Se for necessário, vamos às ruas para que essa demanda não seja mais ignorada”, garantiu o presidente do SINTASA.

A entidade reforça seu compromisso com a defesa dos direitos dos trabalhadores da saúde pública e promete continuar vigilante diante de qualquer tentativa de precarização dos vínculos empregatícios ou de desrespeito às condições básicas de trabalho.

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