Governo de Sergipe implementa OSs na Saúde sem diálogo e Sintasa denuncia insegurança aos trabalhadores

O Sindicato dos Trabalhadores da Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa) manifesta mais um vez o repúdio à implantação de Organizações Sociais de Saúde (OSS) nos hospitais regionais do estado. A entidade denuncia que o governo estadual tem avançado na terceirização da gestão sem diálogo com os sindicatos e sem apresentar estudos técnicos que justifiquem a mudança, o que tem causado insegurança e apreensão entre os servidores.

Segundo o presidente do Sintasa, Janderson Alves, a categoria já notificou a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e a Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), mas não obteve retorno. “É inadmissível que trabalhadores com décadas de dedicação estejam sendo descartados como peças de reposição. Não se trata apenas de uma mudança de gestão: estamos falando de famílias inteiras sendo afetadas por decisões unilaterais”, criticou.

A adoção das OSS, entidades privadas sem fins lucrativos que assumem a gestão de unidades públicas, tem gerado polêmica em todo o país. Para o Sintasa, além de fragilizar vínculos trabalhistas e reduzir direitos, o modelo compromete a transparência e o controle social dos serviços de saúde. Em Sergipe, há relatos de demissões e relocação forçada de profissionais que atuavam há mais de 15 anos no mesmo hospital, sem garantias de benefícios como vale-transporte ou escolha do novo local de trabalho.

Até o momento, o governo estadual não apresentou um plano de transição ou medidas que assegurem a proteção dos direitos dos atuais servidores da saúde pública. Para o sindicato, a falta de diálogo e a ausência de informações oficiais sobre o impacto da mudança reforçam o caráter de “privatização disfarçada” do setor.

Diante desse cenário, o Sintasa estuda ações judiciais e intensifica a mobilização da categoria, cobrando respostas às seguintes questões: Por que o governo optou por implementar o modelo de OSs sem um debate público transparente? Qual será o impacto da mudança na qualidade do atendimento à população? Quais garantias os trabalhadores terão para evitar demissões arbitrárias e perda de direitos? Enquanto essas perguntas seguem sem resposta, a tensão entre governo e trabalhadores cresce, e a saúde pública sergipana enfrenta um momento de incerteza.

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