Em assembleia realizada nesta quarta-feira (1º), durante ato de paralisação de 24 horas na porta da Fundação Estadual de Saúde (FUNESA), os trabalhadores representados pelo Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde de Sergipe (Sintasa) e pelo Sindicato dos Cirurgiões Dentistas de Sergipe (Sinodonto) rejeitaram a oferta encaminhada pela fundação — manutenção do auxílio-alimentação e reajuste salarial de 5% — e aprovaram uma nova contraproposta. As entidades reivindicam 10% de reajuste, em isonomia com os servidores estatutários já contemplados desde agosto por projeto de lei do Governo do Estado, e fixam o valor de R$ 1.000 para o auxílio-alimentação.
A nova proposta dos sindicatos inclui ainda a prorrogação do aditivo e estabelece 8 de outubro como data-limite para que a FUNESA responda formalmente. Uma nova assembleia já foi deliberada para 9 de outubro, às 13h (segunda chamada), no auditório do Sintasa, com indicativo de greve caso não haja avanço nas negociações.
Segundo o presidente do Sintasa, Janderson Alves, a decisão seguiu esclarecimentos prestados pelas entidades durante a assembleia. Ele explicou que a categoria não aceitará tratamento diferente do aplicado aos estatutários e que a última posição levada à gestão — auxílio de R$ 1.200 — foi ajustada pelos presentes para R$ 1.000, como forma de buscar desfecho célere sem abrir mão da reposição salarial de 10%.
A paralisação desta quarta (1º) ocorreu por conta da deliberação da assembleia anterior, e somente na terça (30), a FUNESA encaminhou a proposta que foi rejeitada na assembleia atual. Ao final do ato, os sindicatos agradeceram a presença da base e convocaram todas as categorias representadas a participarem da assembleia de 9 de outubro, quando o movimento paredista será reavaliado à luz de eventual contraproposta da fundação.

