A greve dos servidores da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) teve início nesta quinta-feira, 16, e segue por tempo indeterminado. Eles reivindicam reajuste salarial de 10% — em isonomia com os servidores estatutários já contemplados desde agosto —, aumento do auxílio-alimentação para R$ 1.000 e atualização do Plano de Emprego e Remuneração (PER).
De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Área da Saúde de Sergipe (Sintasa), Janderson Alves, o movimento é resultado da falta de diálogo com o Executivo estadual. “Solicitamos que o governador reveja com carinho a contemplação dos trabalhadores com 10% e também o aumento do auxílio-alimentação. Nós estamos pedindo apenas R$ 177,50 a mais”, afirmou o dirigente.
Durante o ato realizado na porta da Funesa, os servidores participaram de uma assembleia e decidiram manter a paralisação. Um novo ato público está marcado para esta sexta-feira, 17, a partir das 7h, novamente em frente à fundação.
A direção da Funesa convidou os sindicatos para se reunir na tarde desta quinta-feira, 16, e, na ocasião, ofereceu o mesmo que já havia sido recusado pela categoria: o reajuste de 5%. Após vários debates com os dirigentes sindicais, a gestão se comprometeu a apresentar, até amanhã (sexta-feira), uma contraproposta formal. Os sindicatos, por sua vez, assumiram o compromisso de, assim que receberem a proposta, convocar uma assembleia geral para avaliá-la. Até lá, a greve continua mantida por tempo indeterminado.
Na próxima segunda-feira, 20, os trabalhadores realizarão uma mobilização em frente ao Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) de São Cristóvão, também às 7h. Já na terça-feira, uma nova assembleia será realizada na sede do Sintasa, às 8 horas, para avaliar o andamento do movimento e possíveis propostas do governo.
Para Janderson Alves, o momento é de união e fortalecimento da categoria. “Este é um momento muito importante de união entre os trabalhadores, que aderiram à greve e estão firmes no movimento paredista. A luta continua, e nossa expectativa é que mais servidores se juntem à mobilização”, concluiu.



