O Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde de Sergipe (Sintasa) oficializou, nesta semana, um pedido de reunião urgente com a direção da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) e com representantes das Organizações Sociais de Saúde (OSS) que estão assumindo a gestão de unidades hospitalares no estado. O objetivo é discutir o termo de consentimento exigido dos servidores concursados da FHS e buscar maior transparência no processo de transição para o novo modelo de gestão.
De acordo com o presidente do Sintasa, Janderson Alves, a entidade solicita que o Governo e as OSS suspendam a exigência de assinatura do termo até que sejam prestados esclarecimentos sobre os impactos jurídicos e trabalhistas da medida. “A ideia é que os trabalhadores não assinem o termo de consentimento antes de termos todas as garantias e informações necessárias. O sindicato busca transparência e segurança jurídica para a categoria”, afirmou.
O Sintasa também quer que o documento contemple, de forma expressa, garantias fundamentais aos trabalhadores, como a manutenção integral dos direitos adquiridos, o reconhecimento de novos direitos estabelecidos por acordos coletivos, leis ou normas futuras, e a preservação das condições de trabalho durante e após a transição.
A reunião proposta pelo sindicato deve incluir os gestores responsáveis pelos contratos das OSS e representantes das entidades que já atuam na administração dos Hospitais Regionais de Neópolis e Tobias Barreto, além da UPA de Boquim — unidades que passaram à gestão das OSS em 1º de outubro de 2025. O sindicato também solicita que sejam incluídos os responsáveis pelo Hospital Regional de Propriá, que tem previsão de transição para o novo modelo em 1º de novembro.
Janderson Alves destacou ainda que a ausência de diálogo prévio e o curto prazo imposto aos trabalhadores para assinatura do termo geram insegurança e apreensão na categoria. “O Sintasa está aberto ao diálogo e à construção de soluções coletivas que respeitem os direitos dos trabalhadores e garantam estabilidade nesse momento de mudança”, concluiu o presidente.
